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Sotaque Gaúcho e o Gauchês

Gaúcho tem sotaque? Mas bem capaz..

Poucos assumem que tem sotaque, eu sou um, sempre defendi a idéia de que os gaúchos da fronteira são os que tem o sotaque mais neutro, afinal "gente", tem "e" no final, e não "i", como as pessoas das grandes cidades, que falam "genti".

Bom discussões a parte, afinal regionalismos acontecem em quase todos os países. Encontrei este vídeo no Youtube. Concordo com a tia que diz:
"Quem tem sotaque não sabe, quem sabe é quem escuta." hehe



Para completar, segue algumas palavras do gauchês, o idioma dos gaúchos que herda muitas palavras do castelhano:

Abichornado: Aborrecido, triste, desanimado.
Abrir cancha: Abrir espaço para alguém passar.
A cabresto: Conduzido pelo cabresto; submetido.
Achego: Amparo, encosto, proteção.
Acolherar: Unir dois animais por meio de uma pequena guasca amarrada ao pescoço; Unir, juntar, com relação a pessoas.
Afeitar: Cortar a barba.
Água-Benta: Cachaça, destinada a ser bebida ocultamente.
A laço e espora: Com muita dificuldade, com muito esforço, vencendo grandes obstáculos.
A la cria!: Ao Deus-dará, à aventura. Foi-se a la cria, significa foi-se embora, foi-se ao Deus-dará, caiu no mundo.
A la pucha!: Exprime admiração, espanto.
À meia guampa: Meio embriagado, levemente ébrio.
Aporreado: Cavalo mal domado, indomável, que não se deixa amansar. Aplica-se, também ao homem rebelde.
Arapuca: Armadilha para pegar passarinhos; trapaça.
Arrastar a asa: Paquerar.


Bagual: Cavalo manso que se tornou selvagem.
Bicheira: Ferida nos animais, contendo vermes depositados pelas moscas varejeiras. Para sua cura, além de medicação, são largamente utilizadas as simpatias e benzeduras.
Biriva: Nome dado aos habitantes de Cima da Serra, descendentes de bandeirantes, ou aos tropeiros paulistas, os quais geralmente andavam em mulas e tinham um sotaque especial diferente do da fronteira ou da região baixa do Estado. Var.: beriva, beriba, biriba.
Bóia: Comida
Bolicho: Casa de negócios de pequeno sortimento e de pouca importância. Bodega. Venda. Bolicheiro: Dono de bolicho.
Braça-de-Sesmaria: Media antiga, de superfície, usada no Rio Grande do Sul. A braça-de-sesmaria mede 2,20 m por 6.600 m ou seja 14.520 metros quadrados.
Buenacha: Boa.

Cabresto: Peça de couro que é apresilhada ao buçal para segurar o cavalo ou o muar.
Cacho: A cola, o rabo do cavalo; caso com uma mulher.
Cagaço: Grande susto, medo.
Califórnia: conjunto de coisas belas; pioneiro festival de música gaúcha realizado em Uruguaina.
Cambicho: Apego, paixão, inclinação irresistível por uma mulher.
Campo de Lei: Campo de ótima qualidade.
Capão: Diz-se ao animal mal capado; indivíduo fraco, covarde, vil; pequeno mato isolado no meio do campo.
Carboteiro(a): Alguém difícil, que não dá bola.
Carreira: Corrida de cavalos, em cancha reta. Quando participam da carreira mais de dois parelheiros, esta toma o nome de penca ou califórnia.
Caudilho: Chefe militar; manda-chuva.
Cavalo de Lei: Animal muito veloz, capaz de percorrer duas quadras (264m) em 16 segundos ou menos.
Chalana: Embarcação ou lancha grande e chata.
Chambão: Otário.
Charla: Conversa.
Chasque: Recado; mensagem.
Chimango: Alcunha dada no Rio Grande do Sul aos partidários do governo na Revolução de 1929.
China: mulher gaúcha; descendente ou mulher de índio, ou pessoa de sexo feminino que apresenta alguns dos traços característicos étnicos das mulheres indígenas; cabloca, mulher morena; mulher de vida fácil; esposa.
Chinoca: Mulher, menina.
Colhudo: Cavalo inteiro, não castrado. Pastor. Figuradamente, diz-se do sujeito valente, que enfrenta o perigo, que agüenta o repuxo.
Credo: Exclamação de espanto.
Cuiudo: O mesmo que colhudo.
Cupincha: Companheiro, amigo, comparsa.
Cusco: Cão pequeno, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipeca, guaipé.

Daí Tchê: Oi.
De vereda: Imediatamente, de momento, de uma vez.
Doma: Ato de domar. Ato de amansar um animal xucro.
Duro de boca: Diz-se do animal que não obedece à ação das rédeas.
Duro de Pealar: Difícil de fazer, trabalhoso.

Embretado: Encerrado no brete; metido em apertos, apuros ou dificuldades; enrascado, emaranhado.
Entrevero: Mistura, desordem, briga, confusão de pessoas, animais ou objetos.
Erva-Lavada: Erva já sem fortidão por ter servido para muitos mates.
Estar com o pé no estribo: Estar prestes a sair.
Estrela-Boieira: Estrela d’alva, planeta Vênus.
Estribo: Peça presa ao loro, de cada lado da sela, e na qual o cavaleiro firma o pé.
Estropiado: Diz-se o animal sentido dos cascos, com dificuldade de andar, em conseqüência de marchas por estradas pedregosas.

Facada: Pedido de dinheiro feito por indivíduo vadio, incapaz de trabalhar, que não pretende restituí-lo.
Facho: O ar livre. Usado na expressão sair do facho.
Fatiota: Terno; conjunto de roupas do homem: calça, colete e paletó.
Fiambre: Alimento para viagem, geralmente carne fria, assada ou cozida.
Fazer a viagem do corvo: Sair e demorar muito a regressar.
Flete: Cavalo bom e de bela aparência, encilhado com luxo e elegância.
Funda: Estilingue, bodoque.

Gadaria: Porção de gado, grande quantidade de gado, o gado existente em uma estância ou em uma invernada.
Gado chimarrão: Gado alçado, xucro, sem costeio.
Galpão: Construção existente nas estâncias, destinadas ao abrigo de homens e de animais; O galpão característico do Rio Grande do Sul é uma construção rústica, de regular tamanho, em geral de madeira bruta e parte de terra batida, onde o fogo de chão está sempre aceso. Serve de abrigo e aconchego à peonada da estância e a qualquer tropeiro ou gaudério que dele necessite. Gato: Bebedeira, porre, embriaguez.
Gaudério: Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa; parasita; amigo do viver à custa alheia.
Graxaim: Guaraxaim, sorro, zorro. Pequeno animal semelhante ao cão, que gosta de roer cordas, principalmente de couro cru e engraxadas ou ensebadas, e de comer aves domésticas. Sai, geralmente, à noite. É muito comum em toda a campanha.
Gringo: Denominação dada ao estrangeiro em geral, com exceção do português e do hispano-americano.
Guaiaca: Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos.
Guaipeca: Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida. Pequeno, de minguada estatura; aplica-se, também, às pessoas, com sentido depreciativo.
Guapo: Forte, vigoroso, valente, bravo.
Guasca: Tira, corda de couro cru, isto é, não curtido; homem rústico, forte, guapo, valente. Guasqueaço: Pancada, golpe dado com guasca.
Relhaço: relhada, chicotada, chibatada, correada, açoite.
Guri: Criança, menino, piazinho, piazito, serviçal para trabalhos leves nas estâncias.

Há cachorro na cancha: Significa que há alguma coisa atrapalhando a execução de determinado plano.
Haraganear: Andar solto o animal por muito tempo, sem prestar serviço algum.

Invernada: Grande extensão de campo cercado. Nas estâncias, geralmente, há diversas invernadas: para engordar, para cruzamento de raças, etc.

Jururu: Cabisbaixo, tristonho, abatido.

Lábia: Habilidade de conversa.
Lambe esporas: Indivíduo bajulador; leva e traz.
Lasqueado: Trouxa, metido a besta, passado.
Légua: Medida itinerária equivalente a 3.000 braças ou 6.600 metros. O mesmo que légua de sesmaria.

Macanudo: Designa alguém bonito ou algo legal.
Maleva: Bandido, malfeitor, desalmado; cavalo infiel, que por qualquer coisa corcoveia.
Maludo: Cavalo inteiro, garanhão. Diz-se do animal com grandes testículos.
Mangueira: Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos. Manotaço: Pancada que o cavalo dá com uma das patas dianteiras, ou com ambas; bofetada, pancada com a mão dada por pessoa.

Negrinho: Designação carinhoso que se dá a crianças ou a pessoas que se tem afeição.
Num upa: Num abrir e fechar de olhos; de golpe; rapidamente.

Oigalê!: Exprime admiração, espanto, alegria.
Orelhano: Animal sem marca, nem sinal; gaúcho sem origem conhecida.

Paisano: Do mesmo país; amigo, camarada; civil.
Papudo: Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. O termo é empregado para insultar, provocar, depreciar, menosprezar outra pessoa, embora esta não tenha papo.
Passar um pito: Repreender, descompor.
Patrão: Designação dada ao presidente de Centro de Tradições Gaúchas (CTG) ou ao dono da estância ou fazenda.
Patrão-Velho: Deus.
Pelea ou Peleia: Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate.
Pelear: Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar.
Petiço: Cavalo pequeno, curto, baixo.
Piá: Menino, guri, caboclinho.
Piquete: Pequeno potreiro, ao lado da casa, onde se põe ao pasto os animais utilizados diariamente.
Poncho: Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É feito geralmente de pano azul, com forro de baeta vermelha. É o agasalho tradicional do gaúcho do campo. Na cama de pelegos, serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva e do frio.
Potrilho: Animal cavalar durante o período de amamentação, isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco, potreco, potranquinho.

Queixo-Duro: Cavalo que não obedece facilmente a ação das rédeas; pessoa teimosa.
Qüera: homem, gaúcho, gaudério.

Rebenque: Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho.
Regalo: Presente, brinde.
Relho: Chicote com cabo de madeira e açoiteira de tranças semelhantes a de laço, com um pedaço de guasca na ponta.
Repontar: Tocar o gado por diante de um lugar para outro.

Sair fedendo: Fugir em disparada.
Sanga: Pequeno curso d'água menor que um regato ou arroio.
Sesmaria: Antiga medida agrária correspondente a três léguas quadradas, ou seja a 13.068 hectares. São 3000 por 9000 braças; ou 6.600 por 19.800 metros; ou ainda, 130.680.000 metros quadrados.
Soga: Corda feita de couro, ou de fibra vegetal, ou ainda de crina de animal, utilizada para prender o cavalo à estaca ou ao pau-de-arrasto, quando é posto a pastar. Corda de couro torcido ou trançado, que liga entre si as pedras das boleadeiras; o termo é usado também em sentido figurado.
Surungo: Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço.
Sorro: graxaim.
Sorro manso: expressão que designa alguém ladino, esperto, que age mas não aparece (dá o tapa e esconde a mão).

Taco: Diz-se ao indivíduo capaz, hábil, corajoso; guapo.
Taipa: Represa de leivas, nas lavouras de arroz; cerca de pedra, na região serrana; tapado, burro, ignorante.
Taita: Indivíduo valentão, destemido, guapo.
Tala: Nervura do centro da folha do jerivá; chibata improvisada com a tala do jerivá ou com qualquer vara flexível; lado de corte do facão ou da adaga.
Talagaço: Pancada com tala (ex: talagaço de adaga, fig: levou um talagaço da vida).
Talho: Corte, ferimento.
Tapera: Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum arvoredo velho. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste. Tchê: Meu, cara.
Tirador: Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger e o corpo do atrito do laço. Mesmo quando não está fazendo serviços em que utilize o laço, o homem da fronteira usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu tirador, que por vezes é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para revólver.
Tosa: Tosquia, toso, esquila.
Tranco: Passo largo, firme e seguro, do cavalo ou do homem. Ex: andar ao tranco.
Tranquito: passo lento.
Tramposo: Intrometido, trapaceiro, velhaco.
Trem: Sujeito inútil.
Três-Marias: Boleadeiras.
Tronqueira: Cada um dos grossos esteios colocados nas porteiras, os quais são providos de buracos em que são passadas as varas que as fecham.

Uma-de-pé: Uma briga, conflito, luta.
Usted: Você; usado na fronteira.

Vacaria: Grande número de vacas; grande extensão de campo que os jesuítas reservavam para criação de gado bovino.
Varar: Atravessar, cruzar.
Vareio: Susto, sova, surra, repreensão.
Vaza: Vez, oportunidade.
Vil: Covarde, desanimado, fraco.
Vivente: Pessoa, criatura, indivíduo.

Xepa: Comida.
Xerenga: Faca velha, ordinária.
Xirú: O mesmo que chirú.
Xucro: Diz-se do animal ainda não domado, bravio, arisco.

Zarro: Incômodo, difícil de fazer, chato.
Zunir: Ir-se apressadamente, soar.

Comentários

  1. estou fazendo um trabalho de variedades linguisticas e adorei seu blog parabens

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  2. Nos gauchos temos alguns sotaques,
    eu sou nascido na capital e pensava que não tinha sotaque, mas um dia fui ao Rio de janeiro a trabalho e chegando la foi horrivel, cheguei ja falando com aquele ¨chiclé¨na boca ¨bah que miana boniata, ta tri massa, néah, de tarrdjizinho, corrreanthi de ouro,
    enfim ninguem entendia nada do eu falava, pensavam que eu era de outro país, ate que me apelidaram de gaucho do bonfa.

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  3. Aqui no Rio grande do sul não se fala apenas desse jeito, tambem falamos anazalado a linguagem do gaucho do bonfa "bom fim" bairro tradicional da capital , escolinha do prof raimundo ,magro do bonfa personagem de Andre Damaceno:
    bah , vamo da um rolêa na redeança ?
    mas que miana boniata
    não me faça te pega nojo
    bah véio
    ta triia
    vo tchi fala pra tchi
    de tarrrdjizinha
    corrrreantchi de ouro
    esse sotaque se fala não só na capital mas tambem em algumas cidades como Uruguaiana, Santa Maria e Pelotas.
    esse sotaque só percebemos quando vamos ao centro do país. principalmente os paulistas e cariocas não entendem nada e acham que estamos falando pelo nariz

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  4. Não..Pera aí, vou explicar:

    China: É puta mesmo...Não é 'mulher gaúcha' em si... Não confunda com Chinoca. Exemplo: "Tem china lá fazendo ponto" Ou seja "Tem puta esperando cliente.

    Gringo:É descendente de italiano... Certo que gringo é estrangeiro, mas no RS também é os italianos.

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O pai – o gaúcho fala de seu próprio pai na 3ª pessoa
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